sábado, 19 de janeiro de 2013

(Pseudo) Chevismo


Além de ignorância, o que faz um indivíduo adorar a Che Guevara? Depois de muito meditar sobre o assunto, cheguei à conclusão de que há, sim, considerando a natureza humana, fundamento para tal. Reitero que não me refiro aos desinformados, àqueles que nem sequer suspeitam que o agente estigmatizador da boina perseguiu iracundamente homossexuais, fez piada antes de atirar num garoto de doze anos, repreendeu e censurou de modo árdego todas as manifestações artísticas que julgasse "atingir" seu governo (não o socialismo, por ideologia, orgulho, mas seu governo) ou que, com a mais inacreditável ferocidade, submeteu a própria Cuba e todos os seus habitantes ao perigo de morte porque, logicamente, provocar um holocausto nos Estados Unidos era mais importante - ah, e é claro que ele se certificou de que ficaria seguro de qualquer ataque! O único jeito de chevistas tentarem driblar essas acusações é alegando serem falsas - clichê, eu sei. Mas quem estuda um pouco a História, tem conhecimento do que é uma pesquisa, logo descarta essa hipótese, que na verdade é desculpa esfarrapada, e esfarrapou-se tanto que sumiu às vistas de indivíduos com o mínimo de senso crítico. A energia que leva os perniciosos a perorar com insistência a favor de seus interesses e da imagem do "santo assassino", a atirar objurgações na direção de quem não aquiescer com pacifismo é bem diferente de fé no regime comunista, forte admiração pelo legado dos líderes da Revolução Cubana. Fanatismo, sim. Mas por outras cositas... Poder, dinheiro. É o puro racionalismo que leva os (relativamente) espertos a optarem por um sistema cujo absolutismo impera, que permite disparates em favor da manutenção de suas, e apenas suas, ideias. Não é à toa que Fidel gritava aos quatro cantos do mundo ser capitalista e, após o golpe militar, deu o ultimato: os marxistas-lenistas ficam, os outros... Ai dos outros! Governar quando se tem poder ilimitado é muito menos arduoso - para quem o faz, que fique bem claro. O subterfúgio agora é a essência teórica da coisa, "ditadura do proletariado", todos felizes e satisfeitos porque a igualdade social reina sob um grande arco-íris de luz. Não, pera... Alguém já viu isso? O significado da palavra "utopia" é bastante claro. Enquanto a varinha mágica não chega para transformar o imaginário em realidade, vamos fugindo desses espúrios lobos em pele de Chapeuzinho Vermelho.


PS.: Antes sair questionando a veracidade dos fatos citados, dê uma olhada nas referências!
1. Emilio Bejel, Gay Cuban Nation, The University of Chicago Press, 2001.
2. Leandro Narloch e Duda Teixeira, Guia Politicamente Incorreto da América Latina, LeYa, 2011.
3. Che Guevara, Textos Políticos, Global, 2009.
4. Jorge Castañeda, páginas 300/302.

19 comentários:

  1. Parabéns, Laurinha. Abstração show de bola. Tem um livro (Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil),se tu não conhece, parece ser legal, comecei a ler mas por falta de tempo não prossegui.

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  2. A sua incompreensão sobre os motivos que levam uma pessoa a "cultuar" um ícone, assassino de criança ou "genócida", equipara-se a daquela que ama uma nação "terrorista" e, tão "infanticida" ou "genócida" quanto aquele. Nenhum regime se sustenta sem derramamento de sangue, é próprio de qualquer sistema de poder, deixe-nos chocados ou não. O que muda é o "modus operandi",sempre teremos lados e histórias ou estórias, fatos e factóides, exploradores e explorados. Não compreender isso é continuar "crucificando" o regime cubano e excluindo das críticas a política neoliberal repressora e assassina personificada na figura dos EUA. Um não justifica o outro, assim, desde que queira você ser uma crítica imparcial - considere as armas e os meios usados por ambos os lados. P.S: não sou devoto do regime cubano, apenas procuro tecer críticas que contemplem os erros de ambos os regimes, bem como, exaltar o que, por ventura, tenham de melhor.

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    1. Primeiramente, obrigada pela sua contribuição, Beto. É sabido que não existe, hoje, um sistema capaz de contemplar todas as classes e estabelecer uma vivência plenamente pacífica, livre de qualquer violência. Não é isso o que está em questão no texto. Eu diria, inclusive, que os EUA é um país cujos ataques têm incrível frequência. Tenha certeza de que é justamente a minha compreensão quanto a fanatismos que me leva a entender quando são ilegítimos - o que, no caso, não é tão difícil. Acho que regimes se sustentam sem derramamento de sangue, sua prática nunca foi sinônimo de organização, disciplina, creio que o sucesso é atingido sem opressão ou esse tipo de regresso (levando isso em conta, a "inexorabilidade dos assassinatos" que você afirmou, é no mínimo paradoxal); deixe-me corrigi-lo, tiranos não se sustentam sem derramamento de sangue. Não é por acaso que prisões de países altamente desenvolvidos como Suíça - e com índices baixíssimos de violência - oferecem um conforto considerável a seus detentos. Imparcialidade é outra utopia e, considerando o fato de estarmos num blog, não vejo necessidade de adotá-la. Eu também não gosto de tomar posições radicais sobre tema algum; não sou contra toda e qualquer medida tomada pela Cuba socialista, posso citar a espionagem cubana, por exemplo, como uma medida plausível - levando em conta o objetivo de proteger o país de possíveis ataques estadunidenses. Em suma, reconheço pontos positivos mas, inegavelmente, os numerosos corpos das vítimas do tão aclamado ódio de Che Guevara encobrem-nos, tampando a minha visão das benesses comunistas às quais você se referiu.

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    2. "Nenhum governo se sustenta sem derramamento de sangue."

      Uma grande falácia. Como a autora já citou a Suiça, também o faço: este país não participa de uma guerra desde 1815; foi neutro nas duas grandes guerras mundiais; é um dos países mais capitalistas do mundo, também com um dos menores índices de violência do mundo. O que menos tem lá é derramamento de sangue. ;)

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  3. Talvez não só a imparcialidade seja utópica. Quando você fala de Cuba, inevitavelmente, põe em cheque o sistema contrário representado pelos "yankees". O fato de ser um blog não te isenta, na minha humilde opinião, de escolher não abraçar lados... acho que o mundo está precisando urgentemente desta "utopia" divorciada da unilateralidade. Você poderia ter citado a Suíça, ou a Suécia, quem sabe os demais países escandinavos; assim, o rumo da argumentação seria outro. Mas escolhestes o oposto e, partindo desta premissa, os dois "impérios" só se sustentam com derramamento de sangue - para sorte da Suíça! Voltando aos crimes de Che, fica a pergunta, você é católica? Não precisa nem responder, pois quem matou, barbarizou mais do que os católicos? Sobre as benesses comunistas, não lembro de ter citado uma sequer no texto, estava apenas chamando atenção para o fato de que, apesar dos horrores, ambos os regimes possuem pontos positivos. Agora vem um confronto: qualquer sociedade é formada por homens, e os homens são conflituosos por natureza - a Suíça já viveu seus momentos de barbárie - então imagine seres que sabem da morte certa (menos o quando), partilhando espaço e bens; o conflito é inevitável, variando no espaço-tempo de sociedade para sociedade. Louvo sua busca pela coexistência pacífica, entretanto, o fato de estarmos discutindo já mostra o quanto somos belicosos por natureza, discrepantes, de outra forma, já teríamos sido extintos. Maktub!

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    1. A menos que eu tenha falado bem dos Estados Unidos e não me recorde agora, creio que você está colocando palavras na minha boca ou, então, quer me fazer escrever coisas que não escreverei. O fato de se tratar um blog não me obriga a ser imparcial, deixando-me livre para defender o ponto de vista que eu bem quiser. Não, não sou católica - muito pelo contrário. Mas, seguindo o seu conselho agora e vendo todos os lados da situação, eles mataram e também salvaram vidas através, por exemplo, dos monastérios cristãos. Como disse na resposta a Juliana, não questiono a necessidade de confronto, mas há certos extremismos e, digamos, exageros cometidos por pessoas cuja incrível capacidade algoz ainda impressiona, que são inaceitáveis - e surpreende o fato de alguém com personalidade tão, eufemicamente, irascível atingir esse nível de popularidade. Esse é o assunto abordado no texto. Confesso que achei seus questionamentos um pouco confusos e, aproveitando sua observação sobre nosso "imbróglio" tão pequeno, se um de nós fosse Che Guevara, fique certo de que cabeças já teriam rolado, literalmente. É disso que se trata.

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  4. OBAMA E A MÁQUINA DE ENGOLIR MOEDA

    "Ao invés de taxar as grandes fortunas, o peso dos impostos recai sobre o custo de vida e a produção --um dos grandes motivos pelos quais a economia norte-americana hoje sofre um processo de desindustrialização. A questão principal é: o que o 1% faz com sua receita "libertada" dos impostos. A resposta é que eles, emprestando-a, endividam o 99%. Isso polariza a economia entre credores e endividados. Durante a última geração, o 1% mais rico reescreveu as leis fiscais de maneira tal que agora recebe dois terços de toda riqueza (juros, dividendos, rendas e ganhos de capital). Eles usaram esse dinheiro para financiar campanhas eleitorais de políticos empenhados em transferir impostos para os 99%. Também compraram os meios de comunicação (...); empresários tornam-se presidentes de muitas universidades e direcionam as grades curriculares para uma formação "business friendly" (...) O 1% endivida o 99% - junto com a indústria e os governos - a tal ponto que todo o excedente econômico é um serviço de dívida (...) desde setembro de 2008 eles ficaram com 93% do crescimento da renda norte-americana. Isso, e retomada do crescimento e do emprego são antíteses".((Isso é tão horrendo quanto os crimes de Che, com uma diferença, não precisa puxar o gatilho para matar. Inserção de beto1169))
    (Artigo de Michael Hudson, Carta Maior)

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    1. Deveras pertinente esse texto! A gente pode fazer um link entre "empresários tornam-se presidentes de muitas universidades" e o fato de Che ter nomeado um jovem de 23 anos juiz dos Tribunais Revolucionários que, detalhe, nem sequer tinha um curso de Direito.

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  5. A revolução cubana nunca se estabeleceria sem derramamento de sangue. Mudanças dessa proporção jamais se dariam de uma forma pacífica. E como falou Beto1169, homens são conflituosos por natureza. Sendo ele um dos líderes da revolução, esperar que fosse capaz de impor suas ideias sem incitar um tipo de contrarrevolução também é uma utopia, não achas? Como manejar essa situação? Infelizmente é impossível encontrar uma só revolução na história ou um só líder que tenha se tornado exemplo de sucesso absoluto e aprovação geral.

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    1. Confesso que fiquei pensando se valeria a pena ou não perder tempo respondendo ao seu comentário, desculpe a franqueza. Desde a primeira frase, ele é absurdo. A Revolução Cubana, em especial, teve tudo a seu favor, foi feita num momento em que Fulgencio Batista tinha fugido do país, os rebeldes tinham todo o apoio imaginável e a última coisa necessária era "derramamento de sangue". Mortes, sim - é inegável que são indispensáveis em alguns casos. Mas o que aconteceu, de fato, não tem precedentes. Você acha que era necessário ir tomar satisfações (lê-se "matar") na casa de uma família porque seu grupo, que tinha se alimentado lá, passou mal depois da refeição? Pois bem, era o que Che Guevara faria se não tivesse sido detido por Fidel. Você acha, também, que era necessário perseguir homossexuais e jovens admiradores do rock? Você acha que era necessário matar um colaborador de sua própria guerrilha que disse o esconderijo da "equipe" porque, se não o fizesse, veria sua mãe ser estuprada? Eu, definitivamente, não acho. Respondendo à sua pergunta, acho que o que também é utopia é chamarem "revolução" (de acordo com o dicionário: movimento que surge no seio do povo, face sua insatisfação com o regime de governo em vigor) algo feito com ideias impostas, como falaste. Isso foi mesmo para o povo? Fronte à reação do mesmo, tenho sérias dúvidas. Concordo com a dificuldade de se encontrar um líder com aprovação geral, mas poucos foram tão sádicos e pueris como Che - sim, porque suas atitudes são dignas de uma criança mimada de 3 anos, nem de um ditador são, Juliana, nem de um ditador. Sobre o sucesso que você, porventura, pode ter insinuado que ele obteve, reflita sobre seu trabalho como presidente do Banco Central e ministro da Indústria cubana e as consequências desastrosas nas quais essas invenções resultaram; posso citar algumas: racionamento de comida e itens de primeira necessidade - como sabemos -, inflação lá no alto e, pasme, o apodrecimento de nada mais, nada menos que metade das frutas e verduras plantadas entre 1961 e 62 - diante desse quadro, o próprio assumiu que fez besteira. O que mais falta a você é conhecimento pra falar sobre o tema, por isso compreendo seu ponto de vista inicial.

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  6. Laura, tens que escrever um livro sobre política.
    Tu sabes, como ninguém, tratar do assunto.Parabéns!

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  7. Ótimo texto, Laura. Parabéns!

    Sabe, eu acho interessante o modo como as pessoas tentam justificar os atos de um genocida. Chega a ser até constrangedor ler coisas como essa:
    "Sendo ele um dos líderes da revolução, esperar que fosse capaz de impor suas ideias sem incitar um tipo de contrarrevolução também é uma utopia, não achas? Como manejar essa situação? Infelizmente é impossível encontrar uma só revolução na história ou um só líder que tenha se tornado exemplo de sucesso absoluto e aprovação geral."

    Porque ele quis IMPOR as suas ideias? E não, ele não matou apenas pessoas que participaram da tal "contra revolução". Ele matou e mandou matar centenas de pessoas pacíficas, que queriam apenas cuidar da sua vida.

    Já o que o beto falou sobre a economia norte americana é parcialmente correto. Sim, o governo foi cooptado por grandes empresários para que os favorecesse. Porém o motivo pelo qual a economia norte americana sofre recessão que ele apontou e ridículo. Não existe relação entre deixar de taxar grandes fortunas e crises. Típico de gente que não entende nada de economia. Além disso, o imposto de renda para os mais ricos é 39%. O que da ao governo o direito de tirar 39% da renda de uma pessoa?

    De qualquer forma, a crise dos EUA e consequência de excessiva regulamentação, gastos descontrolados do governo, além, é claro, da bolha imobiliária que foi causada pelo FED: http://mises.org.br/Article.aspx?id=786

    Assim, o problema americano é o tamanho do governo, que já foi pequeno e se tronou gigantesco - o maior do mundo- no ultimo século.

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    1. O autor do artigo é outro, dá para ler isso claramente no final. Fato é que não entendo nada de economia, porém, o que vejo os entendidos fazerem é tirarem dos pobres para darem aos ricos e as consequências... não precisa ser "expert" em economia para saber. Aliás, para os teóricos da área o que vale são números e fórmulas, pois foram estes que vieram antes da humanidade, pelo menos para os economistas. (deveriam aprender a economia indígena, dos "selvagens", esta sim, respeita a natureza e as necessidades humanas... ops! Desculpe-me, isso é utopia e vai de encontro à civilização)

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    2. Em algum momento eu falei que eu era o autor do artigo? E esse artigo é de um economista austríaco. Economistas da escola austríaca não usam apenas gráficos complicados para explicar suas teses, eles usam também a lógica, de maneira bastante didática. Basta navegar pelo site no qual tal artigo foi divulgado para constar isso. De qualquer modo, é patético ler você dando essas palpitadas sobre a crise americana e sobre economia. Mas o pior é ler você criticando a Laura por abraçar um lado quando faz a mesma coisa. Não é só porque alguém critica o Che Guevara que vai apoiar cegamente os EUA. Além disso, é possível ser uma pessoa crítica e procurar estar sempre o mais próximo da verdade. Um bom começo é usar a lógica!

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    3. Não, em hipótese nenhuma imaginei vc dizendo ser o autor do artigo, apenas esclareci não ser eu o autor do mesmo, baseado neste trecho do seu comentário: "Porém o motivo pelo qual a economia norte americana sofre recessão que ele apontou e ridículo." Você não deixou claro para mim quem apontou - eu ou o autor. Agora, pouco me importa se vc acha patético meus palpites, até porque, do alto do seu conhecimento, deverias esclarecer e não tentar diminuir alguém só por não concordar com o mesmo - mostras que está bem distante daquilo que chamam de sabedoria. Além do que, não estou criticando Laura por ela ser parcial ou totalmente a favor dos EUA, por certo, os yankees são responsáveis por mais mortes e genocídios no mundo contemporâneo do que o Che, daí, a indignação dela deveria repousar sobre estes também. E fazendo uso da mesma imcompreensão, não entendo por que alguém defende tão fervorosamente um sistema igual ou mais sanguinário do que aquele que ataca (personificado na pessoa ou no sistema, tanto faz). Além do mais, quão próximo da verdade vc chegou? Que verdade será essa? Talvez aquela contada pelos autores do lado com o qual nos identificamos? Bem, talvez eu não possua conhecimento suficiente para discutir contigo, vá saber! Tampouco isso me perturba, por saber que você talvez, também não seja detentor do suposto conhecimento que presume ter - apesar de algum título acadêmico. Para encerrar, não abracei o lado de Fidel, sempre deixei claro que não concordo com determinados métodos usados pelos poderosos, pertençam eles a qualquer lado, só tentei chamar atenção para o fato de existir - com procedimentos diferentes - o mesmo objeto de crítica feita por Laura no lado oposto.

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  8. Minha cara,Abraham Lincoln tinha diploma de advogado? No seu blog você pode falar, defender, escolher lados, bloquear pessoas, fazer o que bem entender. Tão-somente expus minha opinião, não tenho a pretensão de forçar ninguém a mudar seus conceitos; ainda mais uma pessoa detentora de um vasto conhecimento como você, seria muito inapropriado da minha parte. Você também coloca palavras no texto alheio, então, por que me critica nesse ponto? Por outro lado, tudo o que encontras em Che, sua Direita fez e faz no mundo na surdina, com uma diferença: você tem um Che para atacar, já os assassinos, os desarticuladores de governos legitimamente eleitos, os fomentadores de discórdia entre nações subdesenvolvidas, a serviço daquela, não existem nem para seus próprios países. Não concordo com todas as atitudes de Che, claro, seria irracional da minha parte agir assim, porém, como já disse antes, ambos os regimes (não só o cubano) utilizaram e utilizam armas parecidas. No meu equivocado esplanamento, tento chamar sua atenção para algo muito simples: escolher um lado é abraçar o que se critica no outro de sã consciência, mas me parece que sua autoconfiança e sabedoria superiores não te permitem ver isso. O tema central do seu artigo é a incompreensão da "adoração" à figura do Che Guevara, a despeito de tudo o que ele fez de ruim, entretanto, discorrer sobre o mesmo é ampliar o teor da discussão para além da sua figura dele, pela importância que teve na revolução cubana. Qualquer revolução foge à semântica do termo por acabar se polarizando em torno de personas centrais, por ser impossível ao povo conduzir "anarquicamente" tal tarefa. Para encerrar minha participação nesta discussão, agradeço por seu espaço e atenção, não voltarei a importuná-la com minhas colocações equivocadas, sucesso na sua vida!!!

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  9. Sinceramente? Ao ler esta enxurrada de comentários, fico me perguntando qual é a real necessidade de classificar os leitores em blocos extremistas. Sim, pois é isso que tenho observado. Não acredito que Laura seja uma extremista, tampouco que a mesma esteja defendendo interesses de direita. O texto dela é claro, objetivo, não conota. Toda esta argumentação envolvendo os EUA parece desesperada e pouco convincente, afinal, mirando o texto em questão - “(Pseudo) Chevismo” - o lugar cativo dos Estados Unidos está seguramente reservado na nona linha do mesmo e, pelo que aprendi sobre interpretação de texto desde a minha primeira série, não há na discursão outras questões pertinentes ao país que não a citada pela autora. Portanto, deixemos os Estados Unidos para o próximo post.
    Por fim, acredito que todos querem alcançar um objetivo, mas, os meios que cada um adota para tal é o que difere realidade e utopia. Não há verdadeira paz se, para isso, houver derramamento de sangue. Tudo que se conquista através de holocausto é “medo”. Não há igualdade social enquanto existe um regime de discriminação e segregação de raças, credos e sexualidade. Tudo que se consegue através da intolerância é “ódio”. O Che descrito nos comentários é utópico, pois são notáveis os tropeços de seus próprios causídicos na defesa da imposição e do derramamento de sangue. Lamentável.

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